terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

FELIPE PENTEADO PUTZ A NATAÇÃO MUDOU MINHA VIDA


A natação mudou minha vida sou mais esforçado, dedicado e seguro
Felipe Penteado Putz, arquiteto, 38 anos, começou a nadar em águas abertas por hobby e atravessou o famoso estreito entre a França e Inglaterra em 2016.
Desde pequeno, sempre gostei de nadar. Fazia aulas de natação, mas nunca me destaquei. A minha altura não ajudou muito, com 1,78m não era capaz de bater adversários de 1,90m. A competitividade me desanimou e acabei abandonando o esporte na adolescência, quando ainda morava no interior de São Paulo. Mudei-me para a capital em 2001 para estudar e trabalhar. Alguns anos depois, voltei a nadar para melhorar minha saúde, já que passava muito tempo sem fazer atividades e ganhando peso.
Em 2009, um amigo me convidou para ir à praia e nadar no mar. Nadei nas águas de Ilhabela, no litoral norte de SP, e me apaixonei. Pouco tempo depois, já estava procurando provas, sempre por hobby, sem intenção de ganhar. Comecei com passos pequenos, maratonas de 2 km, 3 km, 5 km até chegar à maior delas, que é a de 10 km (distância da maratona aquática olímpica). Assim que completei minha primeira maratona, resolvi nadar a chamada 14 Bis, uma travessia que sai de Bertioga e vai até Santos, com 24 km.
Logo após completar a 14 Bis, conheci o nadador Igor de Souza, que atravessou o Canal da Mancha em 1996 e 1997. Passei a namorar a possibilidade de nadar os 33 km entre a França e a Inglaterra. O trajeto, além de longo, é complexo devido à gélida temperatura da água e às correntezas. Muitas pessoas morreram no Canal da Mancha durante as tentativas de atravessá-lo, como a brasileira Renata Agondi, em 1998. Ciente dos riscos, passei a fazer uma preparação intensiva. Musculação e CrossFit pela manhã, e natação todos os dias à noite. Nos finais de semana, seguia para represas ou para o mar. Passei ainda por psicólogos, acupunturistas e fiz acompanhamento com nutricionistas. Nas travessias que demandam 10 a 20 horas de nado, a chave está em conservar a mente sã.
Enfrentei ainda a burocracia. Enviei documentos, resultados de provas anteriores, exames médicos. Recebi o sinal positivo e voei para Londres em agosto do ano passado. No porto de Dover, a cidade mais próxima da França, partimos em um barco que zarpou no início da madrugada e parou próximo a uma praia. Então, recebi as orientações da travessia: “Você pulará na água, nadará até a praia e quando estiver pronto, levantará o braço”. Assim o fiz. Às três horas da manhã, ergui o braço e uma forte buzina tocou; era o sinal que a prova tinha começado. Estava nervoso, mas consciente de que a travessia mudaria minha vida, mesmo se não conseguisse completa-la. Pedi ajuda às forças da natureza e à Iemanjá para que o mar estivesse calmo. Mentalizei: “Estou preparado. Fiz tudo o que poderia fazer. Minha parte está concluída. Agora, é ver o que dá”. Mergulhei naquelas águas geladas e escuras, não conseguia enxergar nada. Meu nervosismo aumentou e em cinco minutos meu corpo já teve reações à ansiedade. Aos poucos, me acalmei. As braçadas encaixaram, o sol começou a nascer, e tudo melhorou.
Quando já estava chegando à França, senti o peso e a dificuldade da prova. Os 33 km se multiplicaram devido à forte correnteza que me puxava para as laterais. O desespero era inevitável, afinal, era possível ver a praia francesa, mas não conseguia chegar, as braçadas não eram suficientes. Manter-me concentrado se tornou meu maior desafio. Quando ficamos nervosos, quase sempre tentamos forçar e isso pode acarretar em uma hipotermia. E 13 horas e 52 minutos depois de ouvir a buzina inicial, pisei na areia. Senti uma sensação de êxtase ao finalmente perceber que havia terminado. Gravei um vídeo para a minha família, que estava no Brasil. Fui para o hotel e dormi por 16 horas. Depois de acordar com o corpo dolorido e ainda muito cansado, eu não conseguia me recordar das coisas que havia feito logo após sair da água, como as mensagens ou fotografias tiradas. Estava muito desgastado e desorientado.
Voltei para o Brasil decidido a me superar. Agora me preparo para completar o trajeto do Canal da Mancha ida e volta. Faço treinos de até onze horas na piscina e amigos se revezam para ficarem comigo. Alguns nadam por horas, saem para comer e depois voltam. Até meus clientes são grandes apoiadores. Sou arquiteto, possuo uma construtora e lido com pessoas e serviços diariamente. Desde que comecei a completar travessias, minha autoestima subiu. A natação mudou a minha vida. Aos 38 anos, sou um homem mais esforçado, dedicado e seguro em diversos aspectos.
Depoimento colhido por Andressa Oliveira
Foto por Felipe Cotrim/VEJA.com



Publicado por Francismar Siviero



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FELIPE FRANÇA REFORÇA EQUIPE DA UNISANTA


“Estou no meu auge, mas ainda não cheguei onde posso chegar”, diz Felipe França, a mais nova fera da natação Unisanta
 O atleta, especialista em nado peito,  é o sexto reforço da Unisanta neste ano  para seu Projeto Tóquio – 2020.  O técnico Márcio Latuf  disse que Felipe França é o melhor nadador do País, e que é importante confiar não apenas na constelação de estrelas, mas também no miolo, na equipe como um todo.
Saudado como  possivelmente  “o melhor nadador do País”  pelo técnico Márcio Latuf e pelo Pró-Reitor Administrativo da Unisanta, Marcelo Teixeira, o nadador  Felipe França  acredita que ainda pode trazer muitas medalhas para o País,  “com muito trabalho e a ajuda de Deus”.
Autoconfiante e,  ao mesmo tempo,  mostrando humildade e espírito religioso, Felipe França foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (15/2). Ele pensa que a sua idade (completa 30 anos em maio) não será problema para as Olimpíadas de Tóquio.
“Estou no meu auge, mas ainda não cheguei ou posso chegar”, disse. “Eu me espelho em atletas veteranos, como Nicholas Santos, que está com 37 anos”.  Felipe menciona sua experiência de três olimpíadas e os erros cometidos. “É preciso aprender com erros do passado. Acredito que dá para conquistar medalhas em 2020 e até ganhar (pódios ) “se for a vontade de Deus”.
A mais nova contratação da Unisanta prefere pensar antes no primeiro degrau, o Troféu Maria Lenk, que começa em 2 de maio próximo, no Rio. Nessa competição, ele está focado em obter índice para o Mundial Master de Natação, em Budapest, na Hungria,  de 10 a 20 de agosto.  Para Budapest irão apenas 8  nadadores do Brasil. Felipe França terá que estar entre os 8 e ganhar a prova dos 100m peito, que é muito difícil, segundo Márcio Latuf.
Como está com os horários mais livres em São Paulo, França virá algumas vezes para  a Unisanta treinar e dar palestras às categorias de base. Mudar-se para Santos é impossível no momento, mas,  no futuro isso poderá ocorrer. “Pode ser importante sair fora daquela estresse principalmente para os motoqueiros (como ele). “Nada contra os motoqueiros”, brincou.
“Remando contra maré”
“ O que atraiu Felipe França para a Unisanta, que está remando contra a maré, atraindo nadadores em um momento difícil para o País”. A essa pergunta de um jornalista, Felipe França disse que ouviu Nicholas Santos falar muito bem do ambiente e das condições oferecidas na  equipe ceciliana.  Ele gosta do Márcio (Latuf) e também tinha boas referências sobre a equipe por meio de Ana Marcela Cunha. Sabia também do espírito “visionário e empreendedor de Marcelo Teixeira”.
“Enquanto alguns clubes retêm, outros projetam. É na hora da crise que a gente cresce. Desistir é muito fácil. Nadar contra maré faz diferença para o futuro”.
Quanto às mudanças (de cidade), elas são sempre difíceis. É preciso se adaptar. Com o tempo, talvez venha treinar na Unisanta com mais assiduidade  e faça um curso superior ou de especialização a distância na Instituição.
O atleta elogiou o sistema da Universidade de fazer atividades com os atletas de ponta,  dirigidas às equipes de base, como palestras. “Eu não tive esse tipo de espelho. É uma estratégia muito boa. Eu me  espelhava em Gustavo Borges e Eduardo Fisher”.
Para as crianças e membros das equipes juvenis, Felipe França deu um conselho: “Sejam obedientes ao seu técnico, aos líderes, às pessoas que estão nos direcionando”.
“Melhor nadador do País”
Não tenho dúvidas nenhuma de que Felipe França é o melhor nadador do País”, declarou Márcio Latuf. Poucos atletas no Brasil chegaram onde ele chegou”. Marcelo Teixeira também  “se arriscou”  a dizer o mesmo a respeito da nova aquisição. A cada novo reforço que a Unisanta traz, nas equipes de base e nas principais, Teixeira sente “muita alegria”, por  estimular novos talentos e seguir em direção a mais um ciclo olímpico.  O dirigente citou Poliana Okimoto, única medalhista na natação brasileira na Rio- 2016, e Ana Marcela Cunha, várias vezes campeã mundial.
A Reitora, Sílvia Teixeira Penteado,  lembrou que na Unisanta é possível se dedicar ao esporte e ao estudo, e disse que a Santa Cecília está honrada em receber Felipe França. A presidente, Lúcia Teixeira, afirmou que Felipe França é mais um grande atleta que se soma a outros de alto nível, “que já fez história e continuará fazendo nesta escola-clube”.
“Top 3”
Com bom humor, o técnico Márcio Latuf respondeu a uma pergunta dos jornalistas, sobre a possibilidade da Unisanta chegar e permanecer  no TOP 3 (ou 2) entre as equipes brasileiras.
“Se a Unisanta não ficar no TOP 3 estou na rua”, brincou.  Ele está confiante na equipe e no seu trabalho de 30 anos. Confia não apenas  “na constelação de estrelas mas também nos planetas menores, no miolo. E também  na equipe formada pelo técnico Gerson, pelo preparador físico, pela equipe multidisciplinar, pela técnica dos juvenis,  Maressa Nogueira, professora de Educação Física. Destacou também a importância dos estagiários, que acompanham os treinos das equipes mais jovens, segundo planilhas estabelecidas pelos técnicos.
Felipe França: muitas medalhas de ouro
O atleta disputou três edições dos Jogos Olímpicos: em 2016 (Rio de Janeiro);  2012 (Londres),  2008 (Pequim).  Na última edição, Felipe quebrou o recorde sul-americano dos 100m peito com a marca de 59s01, o terceiro melhor  tempo das eliminatórias. Após avançar na semifinal, o nadador terminou com a sétima colocação na prova dos 100m peito.
Foi eleito o melhor nadador sul-americano de 2016 pelo portal especializado Swim Swam. Eis algumas medalhas de ouro do atleta: nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (2015) – 100m peito; mais cinco medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Piscina Curta (2014), disputado em Doha, no Catar. As vitórias aconteceram nos 50m e 100m peito, além dos revezamentos 4x50m e 4x100m medley e masculino, e 4x50m medley misto.
Foi ouro no Mundial de Xangai (2011) – 50m peito. Em 2010,  foi ouro nos 50m peito e bronze nos 100m peito e 4x100m medley no Mundial de Dubai, e no Pan-Pacífico de Irvine – 50m peito; além de vice-campeão nos 50m peito do Mundial de Roma (2009).
Natural de Suzano, São Paulo, o atleta, que completará 30 anos em maio,  começou cedo na natação. “Foi logo aos quatro anos, por incentivo da mãe e por saúde também, por causa de rinite alérgica, e a natação me ajudava a evitar esses problemas”, diz.
No início, ele teve dificuldades nas competições, quando tinha mais resultados negativos do que positivos. Porém, recebeu apoio da família para continuar. “Minha mãe sempre ia nas competições e dava aquele colo de mãe que a gente precisa quando as coisas não dão certo”, registra Felipe França,  em seu site oficial.
Outras aquisições recentes
Outros atletas top da natação brasileira foram adicionados neste ano à equipe ceciliana, entre eles Joana Maranhão, Leonardo de Deus, Carol Bilich e Thiago Simon. Eles completam a equipe de ouro anterior, onde brilham nadadores como Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha, Matheus Santana, Felipe Ribeiro, Gabi Roncatto e Nicholas Santos.
Especialmente em maratonas aquáticas, o caso do Brasil e da Unisanta é singular, lembra Marcelo Teixeira. O Brasil tem cinco títulos da Copa do Mundo da FINA e foi o único país na Rio-2016 representado por duas maratonistas, as duas da Unisanta: Poliana Okimoto e Ana Marcela.
Fonte Imprensa Unisanta por Elaine Saboya



Publicado por Francismar Siviero



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